O trabalho que paga 55.000 euros por ano, mas ninguém quer fazê-lo

O trabalho que paga 55.000 euros por ano, mas ninguém quer fazê-lo

É um trabalho com um salário sedutor e essencial para as criações, mas que sofre para conseguir novos candidatos.

Apesar de pagar R$ 15 mil por mês, há uma vaga que não está sendo preenchida em algumas fazendas no Reino Unido. Avicultores da região estão com dificuldade para achar candidatos que queiram se especializar na identificação do sexo de pintinhos. O lado ruim é que o funcionário precisa ficar até 12 horas por dia analisando os recém-nascidos. Eles são treinados para identificar minúsculas diferenças no tamanho e no formato da genitália da ave para dizer se eles se tornarão galinhas ou galos.O processo, como vemos no vídeo, envolve apertar os pintinhos para forçar a saída das fezes, observar a cloaca e verificar se há um pequeno inchaço, o que significa que aquele é um macho. Para os avicultores, muitas vezes a galinha é mais interessante porque bota ovos. Os "identificadores de sexo" precisam analisar entre 800 e 1200 pintinhos por hora e espera-se que eles tenham um índice de acerto próximo de 98%. "Demora três anos para treinar alguém até que a pessoa desenvolva a sensibilidade e destreza para acertar o sexo da ave e muitas pessoas não querem ficar tanto tempo praticando", afirmou Andrew Large, executivo  do Conselho Britânico de Avicultura, ao jornal Times. "Acho que o problema é o trabalho em si. Você passa horas diariamente vendo a parte traseira de uma galinha. Isso não é visto como atraente."O problema é tão sério que pode afetar a exportação de aves e a indústria já pediu que o cargo fosse incluído em uma lista oficial do governo que traz vagas com falta de pessoal.
• Gouvea Aline
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