Três escolas de tourada autorizadas a ensinar menores de idade
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Três escolas de tourada autorizadas a ensinar menores de idade

Três escolas de tourada estão autorizadas a continuar o ensino a menores de idade por um tribunal de Marseille. Esta decisão revolta as associações protetora dos animais.

No último dia 20 de março, a Corte Administrativa de Marseille autorizou três escolas do sudoeste da França a continuar o ensino da tourada a menores de idades. O pedido de interdição veio de uma associação anti-tourada, mas foi rejeitado.

O Comitê radicalmente anti-touradas (CRAC Europa) acionou a Justiça há três anos para pressionar o prefeito do Gard, de Herault e de Bouches-du-Rhône a " intervir nas escolas de tourada de Nîmes, Béziers e Arles para menores".

A Organização denunciava as escolas que proporcionam formações em tourada a jovens de 7 a 20 anos. A Associação estima que trata-se "de uma atividade perigosa que, ainda, expõe os maus tratos dos animais".

A Justiça declarou que "os abusos graves ou atos de crueldade contra os animais não podem receber a qualificação de infração quando inscritas em cursos de tourada porque trata-se de uma tradição local ininterrupta". A Justiça alega ainda "que existe uma verdadeira tradição" nas três cidades envolvidas na queixa.

A tourada, uma tradição controversa

Julgada profundamente cruel pela associações de defesa aos animais, a tourada é um espetáculo no qual um homem afronta um touro sob estresse. Segundo o país, os "toreros" vão até a morte do animal. Ela é lenta por causa dos múltiplos golpes de espada na coluna vertebral do animal.

Certos "toreros" podem errar o alvo e prolongar a agonia dos animais. Na Espanha, onde a tourada é uma instituição, ela é cada vez menos popular e a Catalunha já proibiu a prática.

Escrito por Gabriela Raposo

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