Sofás podem aumentar o risco de câncer, afirmam cientistas americanos

Sofás podem aumentar o risco de câncer, afirmam cientistas americanos

Um estudo recente revela a existência de uma relação entre o câncer de tireoide e… os sofás. De acordo com os cientistas americanos da Duke University, os materiais usados para fazer com que os móveis sejam à prova de fogo aumentam em 74% o risco de tumores na tireoide. Nós explicamos!

Sofás podem causar câncer?

Uma análise de casos na Grã-Bretanha revelou que a incidência de câncer de tireoide aumentou 74% na última década no país. Segundo os especialistas, os produtos tóxicos usados para fazer com que sofás e colchões sejam antichamas são responsáveis pelos dados. Os cientistas acreditam que esses produtos contaminem as famílias por meio da exposição à poeira doméstica. 

A pesquisa foi anunciada após o governo ser alertado repetidas vezes sobre os perigos potenciais desses produtos químicos. Terry Edge, que abandonou o Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial ano passado após suas propostas para restringir os produtos corta-fogo serem rejeitadas, afirma: “Esses produtos causam milhares de tipos de câncer e de outras doenças, e as crianças estão particularmente vulneráveis”.

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Resultados do estudo

Após analisar a poeira doméstica e as amostras de sangue de pessoas com câncer de tireoide, os cientistas da Duke University constataram que os pacientes haviam sido intensamente expostos aos retardadores de chamas conhecidos como éteres difenílicos polibromados (PBDE). O produto foi proibido em 2004, mas muitas pessoas ainda possuem móveis da época. Ele está relacionado ao câncer porque interfere na produção hormonal. 

O Dr. Heather Stapleton, cujo trabalho será apresentado no Simpósio Internacional sobre Retardadores de Fogo, em York, declarou ao jornal Sunday Times: “Os produtos químicos são liberados em forma de poeira doméstica e entram no nosso corpo por meio dos alimentos que ingerimos e pelas nossas mãos, atingindo mais intensamente as crianças”.Um porta-voz da National Bed Federation afirmou que esses elementos devem ser proibidos nos próximos dois anos. Os controles também serão mais estritos e regulares.

Pedro Souza
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