Você se obriga a comer de três em três horas para emagrecer? Está errado!

Você se obriga a comer de três em três horas para emagrecer? Está errado!

A teoria de que comer de três em três horas auxilia no emagrecimento está errada. Segundo especialistas, cada corpo deve seguir a rotina que se adequa melhor às suas necessidades, não existe um padrão

Todas as pessoas que já fizeram dieta alguma vez na vida já ouviram a recomendação de que, para perder peso, é necessário comer de três em três horas. Mas, o que antes era quase uma regra nos consultórios dos nutricionistas, passa a ser questionado e muitos especialistas começam a defender que três boas refeições são suficientes para o bom funcionamento do nosso corpo.

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Biologista celular e pesquisador da Universidade de Tóquio, Yoshinori Ohsumi fez um estudo em que analisava detalhadamente os processos naturais do corpo humano e descobriu que precisamos fazer pausas longas entre uma refeição e outra para ter uma vida mais saudável. 

Segundo ele, que venceu o prêmio Nobel de medicina em 2016, o jejum faz com que as nossas células “se comam” e isso acaba por ser um processo de renovação – fenômeno chamado de autofagia. Com base nisso, recentes pesquisas indicam que, quando se come de três em três horas, o pâncreas é obrigado a produzir insulina a cada refeição, o que o faz ficar sobrecarregado – prejudicando o sistema digestivo e, consequentemente, o emagrecimento.

Seguindo esta linha, o indicado é comer quando estiver com fome, mas tentando respeitar um intervalo de cerca de cinco horas entre as refeições. Tendo os nossos antepassados como referência, há algumas décadas, o hábito das pessoas era fazer apenas três boas refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar. A conclusão a que se chega é que não existe estratégia alimentar perfeita para todos, já que cada organismo é único e fatores como o estilo de vida e o esforço físico praticado influenciam diretamente o nosso metabolismo. A única regra com que todos os especialistas concordam é que, seja qual for a rotina alimentar escolhida, ela deve ser acompanhada por um profissional da saúde – especialmente em casos de pessoas com doenças crônicas ou distúrbios alimentares. 

Pedro Souza
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