Marca de carro gera polêmica ao realizar testes com gás de escape em macacos

Marca de carro gera polêmica ao realizar testes com gás de escape em macacos
Marca de carro gera polêmica ao realizar testes com gás de escape em macacos

A informação foi revelada há alguns meses pelo New York Times e caiu como uma bomba junto aos defensores da causa animal. A fabricante de automóveis Volkswagen reconheceu que praticava esse tipo de teste vergonhoso há 4 anos. A construtora forçava macacos a inalar o gás de escape para estudar a nocividade do diesel...

Para provar que o diesel não é nocivo aos nossos pulmões, parece que a rede de carros Volkswagen está disposta a tudo. Até mesmo ao pior.

De acordo com informações reveladas pelo jornal The New York Times, a fabricante de automóveis teria feito testes especialmente cruéis em macacos 4 anos atrás. Os animais ficavam presos em gaiolas fechadas e, nas quatro horas seguintes, gases de escape eram lançados para dentro dessas verdadeiras prisões. Três outras redes estão envolvidas nessa vivissecção: Daimler, BMW e Bosch. E nessa brincadeira, 10 macacos foram submetidos à poluição produzida por um "New Beetle".

Diante da indignação causada por essa informação, a rede alemã não demorou para se desculpar. Em um comunicado, o grupo Volkswagen explicou: "Estamos convencidos de que os métodos científicos escolhidos na época eram ruins. Teria sido melhor não realizar tais estudos."

Os carros que foram usados nesses testes são os mesmos que, em 2015, estavam envolvidos no escândalo dos motores a diesel falsificados para apresentarem resultados melhores nos testes de emissão de gases poluentes. Em setembro de 2015, a Volkswagen admitiu ter vendido 11 milhões de carros com resultados completamente falsificados nos testes antipoluição.

O centro de testes que mantinha os pobres macacos que serviam de cobaia há quatro anos fechou suas portas. Quanto à Daimler, uma investigação interna está em andamento. A BMW negou participação nesses testes e a Bosch explicou que saiu do centro de testes em 2013, ou seja, 2 anos antes dos experimentos revelados pelo New York Times.


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