Após 10 meses de gravidez, esta mãe não sabia mais o que fazer

Após 10 meses de gravidez, esta mãe não sabia mais o que fazer

A americana Jenny Studenroth Gerson possui um blog chamado “Born to be Bride” (Nascida para Casar”). 

Quando soube que teria um bebê, ela escutou as piores descrições sobre a gravidez: aumento de peso, mudanças no relacionamento com o marido, dores, alterações físicas. Mas, durante a gravidez, Jenny percebeu que aquilo não era verdade, e que esse momento seria muito especial para ela…

Leia as belas palavras de Jenny e se emocione:

"Quando eu estava grávida, todos estavam me 'alertando' sobre o que viria a seguir. Eu passei a maior parte desses dez (encaremos os fatos: gravidez são dez, não nove meses) absolutamente aterrorizada. Os avisos voavam de todos os ângulos em minha direção: no caixa da Target, na rua, calçando os meus sapatos e saindo da aula de yoga. Avisos, avisos por todos os lados sobre o que estava por vir (desde a excruciante dor do parto, de te deixar fora de órbita, até o que restaria do meu antigo 'eu' quando tivesse minha filha). Houve vezes em que eu me senti como um preso no corredor da morte, tentando me forçar a aproveitar qualquer pequeno luxo apesar do meu tamanho e do meu desconforto, porque se você perguntasse por aí, aparentemente as minhas alegrias insignificantes iam acabar logo, logo!

'Aproveite o seu marido agora (vocês ficarão tão consumidos pela bebê que não passarão nenhum tempo sozinhos quando ela estiver aqui!', 'Invista em um maiô para o próximo verão (seu corpo nunca mais será o mesmo)', ou PIOR, de uma médica quando eu expressei preocupação sobre me manter sexy para o meu marido: 'Você vai perder o peso dessa vez, mas na segunda vez, pode esquecer. Até lá, você vai estar tão cansado que nem vai se importar'. Eita!!!

E todos vocês já sabem o meu preferido: 'Durma agora enquanto você ainda pode!' (E suas afirmações irmãs: 'Aproveite a calmaria agora!', 'Faça as unhas: você não conseguir fazer isso tão cedo', e a boa e velha 'Você nunca vai ter tempo para tomar banho'.) Mas, com todos esses avisos assustadores que fizeram eu me sentir como se o final do mundo estivesse chegando, eles esqueceram de me avisar sobre o que estava mesmo por vir.

Eles deveriam ter me dito que depois de todas essas horas de trabalho de parto (metade das quais com uma epidural, que fez as coisas serem totalmente suportáveis), a primeira vez que eu vi o rosto dela o meu coração saiu do meu peito e se espatifou no chão. Eles deveriam ter me avisado de que chorar porque você está feliz é realmente verdade, e é uma coisa que você não pode controlar quando você é mãe e você segura a beleza nos braços. Então é melhor você ter lencinhos à mão sempre e estocar rímel à prova d'água.

Eles deveriam ter me avisado que eu iria amar o meu marido muito mais quando ele fosse pai do meu pacotinho de perfeição, que eu não me lembraria como era aquele amor antigo. De que nós teríamos desafios, e discussões, na maioria das vezes implicâncias, claro, mas que nós também criaríamos jeitos bobos de passar o tempo juntos dirigindo pela cidade com ela tirando uma soneca no banco de trás. De que nós inventaríamos nomes ridículos para ela e morreríamos de rir. De que ele finalmente aprenderia a se certificar de que houvesse vinho em casa para mim o tempo todo e que isso seria a coisa mais romântica do mundo. Que eu o ouviria dizer enquanto ele trocava a fralda dela: 'Eu sou o papai. Pa-pai. Você vai falar papai primeiro'. E que o meu coração, uma manteiga derretida, se derreteria para fora de meu peito e pelo chão outra vez.

Eles deveriam ter me avisado que comer porções saudáveis e adequadas de comida criariam a quantidade suficiente de leite nutritivo que a minha filha precisa para crescer. Que eu de forma alguma ia querer fazer dieta a princípio. Que ouvir na consulta médica dela de duas semanas que ela ganhou peso suficiente, todo do meu corpo a alimentando, faria eu me sentir mais orgulhosa do que qualquer outra coisa já feita. De que o peso que eu ficaria obcecada agora seria o dela, e seria tudo pela saúde. De que o meu corpo iria caber de novo no meu jeans em seis semanas, mas que eu estaria confortável demais em leggings para me preocupar com calças de verdade. E que o meu marido me diria que eu sou sexy. Tipo, com muita frequência e convicção.

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Eles deveriam ter me avisado que eu iria sim fazer as minha unhas, mas que eu sentaria na cadeira da pedicure mandando mensagem de texto para o pai dela compulsivamente porque eu sentia saudade deles. Que eu pegaria uma revista Elle velha e veria uma lágrima cair no índice dela. Super relaxantes esses pedicures pós parto!

Eles deveriam ter me avisado que me tornar mãe mudaria absolutamente tudo na minha vida, mas que eu nunca iria querer voltar no tempo e visitar a 'antiga' eu, nem por um segundo. Eles deveriam ter me avisado que a minha vida estava prestes a se tornar tão rica, bonita e preenchida, que eu olharia para trás, para o que era antes e pensaria: 'Pobre de mim, eu ainda não a conhecia.'"

Só uma mãe poderia escrever palavras tão lindas. 

• Bruna Moura
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