Ex-policial mantinha relações com seu supervisor, enquanto a filha morria no carro fechado

Ex-policial mantinha relações com seu supervisor, enquanto a filha morria no carro fechado

Uma ex-policial da Costa do Golfo do Mississippi disse ao juiz que estava fazendo sexo com seu supervisor enquanto sua filha de três anos morria dentro da viatura.

Uma história mal contada

O sargento Clark Ladner disse à polícia que Barker tinha ido à sua casa para discutir um 'incidente relacionado ao trabalho'. Ladner disse à polícia que ele havia tomado um remédio para dormir e adormeceu enquanto os dois conversavam. Ele disse que Barker também adormeceu pouco tempo depois. Ao voltar para a viatura da polícia, onde havia deixado a filha, Baker encontrou a garota já desacordada. Ladner disse que Barker correu de volta para sua casa e disse que algo estava errado com Cheyenne. Ele começou a fazer os primeiros socorros na criança enquanto ela ligava para o 911.

As autoridades receberam um relatório de uma criança desacordada às 13:52. Ao chegarem no local, os policiais descobriram que todas as janelas do carro de patrulha de Barker estavam fechadas e que o ar-condicionado estava “entre frio e calor". A temperatura na área atingiu os 37º naquele dia.

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Um remorso eterno

Baker chegou a ser presa, mas pagou uma fiança de 50mil dólares afirmando que era inocente. Porém, a ex-policial, de 29 anos, acabou confessando que não tinha ido tratar de assuntos do trabalho com o sargento Ladner e que na verdade foi até a casa de seu supervisor pois eles mantinham relações e que depois transarem, eles acabaram caindo no sono e ela esqueceu completamente que a filha estava no carro.

Ladner foi desligado do departamento de polícia. Cassie Barker, com lágrimas nos olhos, se declarou culpada pelo homicídio da própria filha. Além de ficar 20 anos presa, ela levará esse remorso por toda a sua vida: "Eu não sei o que eu poderia fazer com você que poderia ser pior do que isso... Você ficará para sempre na prisão de sua própria mente", disse o juiz a Baker, logo depois de anunciar a sentença.

Pode acontecer com qualquer um?

Apesar de termos o reflexo de julgar e dizer que incidentes como este são resultado da negligência e descaso dos pais, alguns estudos comprovam que esse nem sempre é o caso. David Diamond, um professor de psicologia da Universidade do Sul da Flórida, que estuda o assunto desde 2004, conversou com pessoas que passaram pelo problema e ouviu ligações gravadas de pais que contataram serviços de emergência após encontrarem o filho desfalecido dentro do carro. Diamond constatou que, na grande maioria dos casos, o elemento da negligência ou da indiferença não foi identificado. O professor explicou que temos uma memória de hábito que nos permite realizar tarefas repetitivas com bastante habilidade, o problema é que ela pode, ocasionalmente, suprimir a memória prospectiva, que é a que lida com o que vai acontecer. Por isso, infelizmente, todos nós somos passíveis de passar por essa situação e que isso não significa que não amamos ou estamos negligenciando nossos filhos. É preciso ficarmos atentos!

Fonte: Daily Mail

Imagem:  AP

• Andressa Zabeu
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