Sororidade: ainda pouco conhecida, a prática começa a ganhar força entre as mulheres

Sororidade: ainda pouco conhecida, a prática começa a ganhar força entre as mulheres

Apesar da palavra sororidade ainda não ser muito conhecida pelos brasileiros, seu significado é muito importante para o mundo em que queremos viver. Entenda!

Esta palavra, ainda pouco conhecida de boa parte dos brasileiros, invadiu novamente o noticiário nos últimos dias após a atriz Bruna Marquezine usá-la numa resposta à uma notícia supostamente falsa sobre ela que circulou na internet.

Segundo o colunista Leo Dias, do jornal O Dia, durante um show do cantor Thiaguinho no Rio de Janeiro, a namorada de Neymar, durante uma crise de ciúmes, teria solicitado a retirada de mulheres desacompanhadas de um camarote em que os dois estavam.

Logo após a notícia vir à tona, a atriz resolveu se manifestar com uma resposta no Instagram para negar o ocorrido. No texto, ela pede “Sororidade, meu povo. E amor e empatia também”. 

Segundo o Google, esta foi uma das expressões mais pesquisadas pelos brasileiros em 2017, mas, você sabe exatamente o que significa sororidade? A palavra vem do latim soror (irmãs), que tem a ver com irmandade, união e empatia entre as mulheres. É uma das premissas do feminismo e pode ser colocada em prática de diferentes formas.A ideia é mostrar que juntas somos mesmo mais fortes e capazes de conquistar a tão sonhada igualdade de gêneros, por exemplo. É tentar compreender a outra ao invés de julgar.

Desde pequenas, a sociedade nos faz acreditar que “muita mulher junta não dá certo” e que estamos numa eterna concorrência: devemos estar mais em forma do que a outra, usar roupas mais bonitas, ter o melhor trabalho ou arrumar um namorado mais rico -  ou seja, somos educadas para competir. A sororidade é, sobretudo, colocar-se no lugar da outra mulher e estar disposta a entendê-la e aceitá-la de acordo com os seus referenciais – e não com os nossos. É também ter empatia e não deixar mulheres passarem por situações constrangedoras ou perigosas em vão. É, basicamente, trabalhar pelo bem comum, apesar das inúmeras diferenças que existem entre nós. De maneira simplificada, é ser solidária com a próxima e participar de forma ativa da luta pela liberdade que queremos e pelo mundo em que desejamos viver daqui pra frente. Na internet, é possível acompanhar diversos movimentos que inspiram, fazem em propostas e dão dicas simples para que as mulheres consigam inserir estas atitudes no seu dia-a-dia.

Afinal, a teoria é muito interessante, mas é necessário agir!Entre eles, há o “Vamos juntas?”, que convida as mulheres a caminharem juntas em busca dos seus direitos e também de segurança, o “Todas as Mulheres do Mundo”, que incentiva o compartilhamento de histórias verdadeiras para servirem de exemplo e dar suporte às outras e o “Empodere Duas Mulheres”, que apresenta exemplos reais de machismo e de desvalorização feminina. 

 

Abaixo, estão oito sugestões para você começar a mudar as suas atitudes e colocar a sororidade em prática agora mesmo:

- Não tenha medo de compartilhar os seus conhecimentos: juntas somos mais fortes;- Tente sempre ajudar outras mulheres, seja numa balada, no transporte público ou no trabalho;

- Não enxergue outras mulheres como rivais apenas por elas serem mulheres. Se o seu namorado te traiu, a culpa é dele;

- Seja uma incentivadora das suas amigas: elogie de forma sincera e dê força para elas correrem atrás dos seus sonhos;

Leia também
Esta garotinha denuncia os esteriótipos sexistas reproduzidos pelas fábricas de roupas

- Não julgue outra mulher pela roupa que ela está vestindo;- Incentive artistas do sexo feminino: leia livros de autoras e ouça mais cantoras, por exemplo;

- Não fortaleça os estereótipos de comportamento associados às mulheres como: mandonas, ambiciosas, agressivas e exigentes;

- Nunca mais use palavras relacionadas ao comportamento sexual par xingar alguém. Esqueça termos como “vadia” ou “vagabunda”.

Pedro Souza
Leia mais
Sem Internet
Verifique suas configurações