Na Índia, as mulheres formaram uma corrente humana para defender seus direitos

Na Índia, as mulheres formaram uma corrente humana para defender seus direitos

Em apoio a uma lei que retira a proibição do acesso ao templo hindu para algumas mulheres, dezenas de milhares de residentes de Kerala formaram recentemente uma imensa corrente humana em todo o estado indiano, que se estende através centenas de quilômetros.

Na terça-feira, 1º de janeiro de 2019, uma corrente de dezenas de milhares de mulheres se formou em todo o estado de Kerala, no sul da Índia, que se estende por 620 quilômetros. Chamado de "Muro das Mulheres", o protesto foi organizado em apoio a uma decisão judicial que suspendeu a proibição de mulheres entre 10 e 50 anos de idade entrarem no templo hindu de Ayyappa, Sabarimala, mas tradicionalistas não permitiram o acesso delas.

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Esta proibição, suspensa pelo Supremo Tribunal, provocou várias semanas de protestos na Índia. Entre os partidários da decisão do tribunal estavam funcionários do governo comunista de Kerala, que apoiaram os comícios. Eles também asseguraram que cinco milhões de mulheres participassem da marcha de terça-feira, 1º de janeiro. Para que estudantes pudessem comparecer, as provas da universidade foram adiadas ​​e metade de um dia de recesso foi dado às escolas, de acordo com a agência indiana Press Trust citada pelo canal BFMTV.

Uma decisão que divide partidos políticos

Desde setembro, houve um verdadeiro confronto no estado de Kerala entre os partidários da Suprema Corte e os tradicionalistas hindus. Autoridades já prenderam mais de 2.000 pessoas durante confrontos com moradores que a poiam a proibição. Embora o governo de Kerala apoie a retirada da proibição, ela é rejeitada pelo partido nacionalista Bharatiya Janata (BJP) do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que alega a proibição do acesso ao templo hindu a todas as mulheres.

André Lourenço
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