Em 2017, 34 homens foram mortos pela atual ou ex parceira
Em 2017, 34 homens foram mortos pela atual ou ex parceira
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Em 2017, 34 homens foram mortos pela atual ou ex parceira

Embora a violência sofrida pelas mulheres seja mais comum que o inverso, não se deve esquecer que os homens também morrem nas mãos dos parceiros.

Fala-se pouco, às vezes nada. E se o agressor se tornar o agredido? Trouxemos números surpreendentes e alarmantes: 34 homens foram mortos pelo atual ou ex-parceiro, sendo 3 em uma relação homossexual. Uma morte a cada doze dias... As mulheres mataram o marido com uma arma em 92% dos casos, contra 73% dos homens; mas o motivo da morte é o que mais difere.

A maioria mata por vingança

Entre as mulheres, o principal motivo são as brigas, seguido por vingança após terem elas mesmo sido vítimas de violência, e por último aparece a separação não aceita. Em 60% dos casos, as mulheres mataram o parceiro depois de terem sofrido violência.

Ainda que existam tentativas de estabelecer dispositivos de alerta para evitar uma agressão, o número de violência conjugal continua aumentando. Desde o início do movimento #MeToo e #MeuPrimeiroAssedio, parece que piorou! E quem quase sempre acaba esquecido no meio desse tipo de situação são as crianças. Elas vivenciam as brigas dos pais e isso pode ter consequências graves em seu desempenho escolar e social. "Achávamos que os jovens traumatizados eram fracos. Bom, isso não está ligado nem ao sexo nem à origem social. As crianças têm um cérebro especialmente frágil diante da violência", declarou Muriel Salmona, psiquiatra e vitimólogo.

Escrito por Pedro Souza
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