Imigração: a história emocionante por trás da foto da menina separada da mãe nos EUA
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Imigração: a história emocionante por trás da foto da menina separada da mãe nos EUA

No último dia 12 de junho, a foto de uma pequena imigrante, em lágrimas, na fronteira entre Estados Unidos e México, rodou os principais jornais americanos e emocionou o mundo inteiro. Seu autor contou um pouco dos bastidores da imagem.

Os Estados Unidos atravessam uma crise migratória e a política de Donald Trump está sob críticas. A polêmica só aumenta: crianças estão sendo separadas dos pais assim que atravessam a fronteira. O presidente norte-americano assumiu a “tolerância 0”. Em poucas semanas, mais de 2.000 crianças foram arrancadas dos braços dos pais.

Uma imagem recente ilustrou esse fenômeno e rodou o mundo. Uma garotinha, em lágrimas, está na fronteira entre México e Estados Unidos, sob um chão seco, perto de um 4x4. Ao lado dela, uma pessoa parece revistar uma mulher. Está de noite e a única fonte luminosa vem dos faróis. A criança acaba de ser separada da mãe. A imagem, tirada pelo fotojornalista John Moore no último dia 12 de junho para a agência de notícias Getty Images, virou capa do New York Times e do New York Daily News.

Seu autor, que já recebeu um prêmio Pulitzer e um Word Press, contou os bastidores dessa história à rádio norte-americana NPR.

“Dessa vez foi diferente”

“Cruzamos com um grupo de imigrantes, famílias, na maioria mulheres e crianças”, explicou. O fotógrafo notou uma mulher com a filha nos braços. Ela foi obrigada a colocar a criança no chão para a revista e “a menina começou a chorar”.

O fotógrafo quase não teve tempo de descobrir que as pessoas de sua foto vinham de Honduras e viajavam há um mês. Elas foram imediatamente embarcadas. “Cubro esse tipo de assunto há 10 anos e já vi muita coisa”, contou à rádio NPR. “Mas dessa vez eu sabia que as coisas seguiriam outro rumo depois das fotos. (...) Foi difícil tirar essa foto sabendo o que aconteceria em seguida”.

O fotojornalista não teve nenhuma notícia da família desde então.

Escrito por Pedro Souza
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