Canguru-arborícola, considerado extinto, ressurge depois de um século

Canguru-arborícola, considerado extinto, ressurge depois de um século

O mamífero foi fotografado em uma região montanhosa na Nova Guiné.

Um canguru super raro

Você já ouviu falar do canguru-arborícola? Esta espécie de canguru é extremamente rara e já havia até sido considerada extinta; ele foi fotografado pela última vez em 1928 e não havia um registro em fotos, tendo os cientistas seguido apenas um desenho da espécie. Porém, uma agradável surpresa tomou conta dos noticiários e sites por toda a internet: o canguru foi não apenas avistado mais uma vez depois de um século, como também foi dessa vez fotografado.

O animal foi encontrado em seu habitat natural, em uma longínqua cadeia de montanhas na Nova Guiné. Apesar de não ter participado da expedição, Mark Eldridge, cientista e biólogo especializado em marsupiais no Museu Australiano, contou ao National Geographic que o canguru-arborícola é realmente extremamente raro. “Ele é um dos mamíferos menos conhecidos do mundo”, afirmou ele. Eldridge conta também que o acesso a essas montanhas é muito dificultoso e esse é um dos motivos de poucos estudos serem realizados no local: “Apenas mostrar que ele ainda existe é incrível. É uma região tão remota e de difícil acesso que tive dúvidas se algum dia saberíamos”, revelou.

Cangurus diferentes

Os cangurus-arborícolas são marsupiais da família dos cangurus australianos. Eles apresentam um tamanho médio e possuem braços fortes pois, ao contrário de seus primos australianos, estes sobem em árvores e movem-se de galho em galho. Eles vivem geralmente no topo das árvores e podem chegar até os 15 quilos.

A expedição

A expedição foi conduzida por Michael Smith, entusiasta de biologia e botânico amador. Durante uma de suas várias expedições pelo mundo, Smith ficou sabendo do animal misterioso e resolveu ir em busca do tal canguru. Ele teve a ajuda de mais 4 pessoas, entre elas um guia da região.

Segundo Smith, “caçadores chegam a apenas 1.300 metros de altitude, onde a floresta começa a ficar repleta de bambuzais”, explicou. Por isso, sua equipe teve de abrir caminho para chegar mais alto e alcançar a altitude que vivem os cangurus. Logo, começaram a identificar traços do animal como fezes e arranhões nas árvores típicos do mamífero. “Também era possível sentir o odor deixado pelos cangurus, um cheiro parecido com o de raposa”, comentou Smith. Mesmo assim, o canguru ainda não tinha sido avistado. Passado alguns dias de expedição e já sem esperanças de encontrá-lo, Smith conta que começou a descida para retornar para casa, quando “avistou um canguru a 30 metros de altura”, segundo ele. Ele afirmou também que tirou várias fotos para conseguir registrar o achado: “Após diversas tentativas de conseguir que minha lente focasse no animal por entre as folhas da árvore, consegui tirar algumas fotos razoáveis”, complementou ele.

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Depois de fotografado, Smith levou os registros a biólogos especializados em cangurus, e sua busca havia chegado ao fim com a confirmação: tratava-se mesmo de um canguru-arborícola.

Mas e daqui para frente?

Segundo Roger Martin, os cangurus se darão bem no local em que foram encontrados se deixarmos eles em paz e em seu habitat natural. A caça excessiva fez diminuir drasticamente o número de cangurus da espécie; outro motivo do sumiço dos mamíferos é também a dificuldade de chegar no local em que vivem. “A razão pela qual eles se mantiveram desconhecidos por tanto tempo se deve provavelmente àquela bendita floresta de bambu", finalizou Martin.

 

Fonte: National Geographic Brasil

Imagem: Pinterest 

Andressa Zabeu
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