Ela queimou o cachorro para se vingar do namorado

Ela queimou o cachorro para se vingar do namorado

O caso foi amplamente divulgado nas redes sociais pela Fundação 30 Millions d'Amis e revoltou milhares de internautas. Por vingança, uma mulher queimou com gasolina o cachorro do ex-companheiro. Ela pode pegar nove meses de prisão em regime fechado.

Ele se chamava Fudji. Era um magnífico pastor alemão. Ele foi banhado em gasolina e queimado vivo, por uma mulher, como vingança contra o ex-companheiro.

Ato de crueldade

Na entrada do Palácio de Justiça de Chalon-sur-Saône, na França, pelo menos 200 defensores da causa animal se reuniram, com bandeiras e camisas que pediam "Justiça para Fudji".

No final da audiência a ré, uma mulher de 38 anos, pode pegar uma pena de prisão de dezoito meses, sendo metade com indulto. Um regime de prova com dever de diligência também foi solicitado no decorrer desse processo por "ato de crueldade e barbárie para com um animal", que mexeu profundamente com as pessoas.

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A substituta do procurador pediu, na audiência, uma pena mista para evitar futuros atos, associada a uma prisão em regime fechado. Isso porque nesse caso claramente houve um ato de crueldade e a ré reconheceu os fatos a ela imputados.

Vingança

A acusada, uma criadora amadora de cães de 38 anos, estava diante do tribunal por ter derramado gasolina e colocado fogo no cachorro da raça pastor alemão de seu ex-companheiro, em 10 de agosto, em um campo de milho próximo de sua casa em Sagy, França.

Segundo o código penal, esses fatos são passíveis de dois anos de prisão e 140.000 reais de multa. Acolhido por veterinários, Fudji sucumbiu aos ferimentos após dez dias de sofrimento.

O advogado do ex-companheiro da ré, especializado em defesa dos animais, se mostrou satisfeito com a acusação.

Justificativa

A ré por sua vez, declarou estar arrependida de seu ato, qualificado como imperdoável pelo advogado da parte contrária. Em sua defesa, a criadora amadora explicou que desenvolveu uma verdadeira fobia a Fudji, que teria se mostrado agressivo com ela e a teria mordido várias vezes. Fatos contestados pelo antigo proprietário de Fudji.

O advogado da criadora fala em um gesto atroz e horrível, que sua cliente não está tentando contestar. Ele lembra da fragilidade psicológica dessa mulher de 38 anos, que seria suicida e acompanhada por um psicólogo há vários anos.

Após a divulgação do caso Fudji, ela teria recebido ameaças de morte. Pelo menos onze associações de defesa animal entraram como autores no processo. Entre elas a Sociedade Protetora dos Animais, A Fundação 30 Millions d'Amis e ainda a Fundação Brigitte Bardot.

• Bruna Moura
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