Quênia: caçadores agora podem pegar pena de morte!
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Quênia: caçadores agora podem pegar pena de morte!

Para proteger sua magnífica e frágil fauna, o Quênia resolveu tomar as rédeas da situação. Já que as multas e a prisão perpétua não parecem impedir que os caçadores continuem com suas práticas bárbaras, o país do leste africano decidiu que a pena aplicada a todo ato de caça agora será... a morte.

O anúncio feito pelo Ministro queniano do Turismo e da Biodiversidade causou um alvoroço. Para enfrentar a escalada das caçadas em seu território, o Quênia declarou recentemente que, a partir de agora, os caçadores podem pegar... a pena de morte.

Medida preventiva

E o Ministro, Najib Balala, reforçou a questão: esse anúncio em breve (mesmo) vai virar uma lei, de modo que isso não vai ficar só na publicidade.

Por que esse endurecimento da legislação queniana? Simplesmente porque o país não para de enfrentar caçadas de sua grande fauna selvagem e as sanções aplicadas atualmente, como multas ou prisão perpétua, não parecem parar os criminosos.

Ou seja: todo caçador pego caçando uma espécie animal protegida no território queniano pode pegar pena de morte.

Proteger a fauna

Os caçadores não buscam apenas os elefantes, espécie emblemática ativamente massacrada por causa do marfim de suas presas. Eles caçam qualquer outra espécie que vive em reservas como Masai Mara ou Tsavo: leões, rinocerontes negros, antílopes, hipopótamos, girafas, zebras...

Tudo nesses animais tem um preço: da carne à pelagem, passando pelas presas ou cabeças, consideradas como troféus de caça bastante valorizados.

Em 2017, 69 elefantes e 9 rinocerontes foram mortos, números ainda bem altos para o Quênia, que não hesitou em instaurar a pena de morte para qualquer ato de caça, correndo o risco de ficar mal nas Nações Unidas, que condena a pena de morte.

Início da polêmica?

Embora as caçadas tenham caído 85% em relação ao pico vivido nos anos 2012 e 2013, essa prática ilegal continua sendo prejudicial para a fauna selvagem em perigo de extinção, principalmente para os rinocerontes, ativamente caçados por seu chifre.

Dois mamíferos foram mortos no início de 2018. O debate logo esquentou na opinião pública. Deve-se proteger a fauna selvagem custe o que custar e combater o mal com o mal, ou a pena de morte deve ser evitada independente do crime cometido? As discussões ainda estão abertas.

Escrito por Pedro Souza
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