De acordo com um estudo sério, as cabras preferem as pessoas felizes
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De acordo com um estudo sério, as cabras preferem as pessoas felizes

Não pode rir! De acordo com um estudo científico bem sério, as cabras seriam capazes de perceber as expressões humanas e se mostram bem receptivas a emoções como raiva ou felicidade. Entenda.

Você sempre sonhou em ter uma cabra como melhor amiga? Para isso, só existe uma única técnica: sorrir!

Estudo bem sério

De acordo com os resultados de um estudo recente revelado em 29 de agosto, parece que nossos amigos caprinos são perfeitamente capazes de distinguir diversas expressões faciais humanas. Eles se sentem até mesmo atraídos pelos traços sorridentes mais do que pelos rostos com raiva.

Christian Nawroth, principal autor desse estudo publicado na revista científica Royal Society Open Science, explica:

"Nós já sabíamos que as cabras eram muito atentas à linguagem corporal humana, mas não sabíamos como elas reagiriam a determinadas expressões, como raiva ou felicidade."

Esse biólogo, que trabalha na Universidade Queen Mary de Londres, onde a experiência foi realizada durante o ano de 2016, concluiu:

"Mostramos pela primeira vez que as cabras não só são capazes de distinguir essas expressões, mas também preferem interagir com rostos felizes."

Rebanho de cabras

Mas como os cientistas chegaram a essa conclusão? Eles precisaram observar o comportamento de um grupo de vinte cabras colocadas em contato com rostos humanos. A experiência foi feita dentro de um espaço fechado, no qual os animais podiam se movimentar livremente.

Nesse espaço, os cientistas mostravam aos animais o rosto de uma mulher, e depois de um homem. A cada vez, eram mostradas às cabras duas fotos em preto e branco representando a mesma pessoa, mostrando ou um ar mais feliz ou um ar mais fechado.

E o resultado!

O resultado não demorou: as cabras preferiram se aproximar e interagir com os rostos sorridentes, e a reação não pareceu influenciada pelo sexo da pessoa mostrada.

Os caprinos passaram, em média, 50% a mais de tempo em frente aos rostos felizes do que aos rostos enraivecidos. A conclusão fica com Alan McElligott, diretor de pesquisa e membro da Universidade Queen Mary de Londres:

"Esse estudo tem grandes implicações sobre a maneira com que nos comportamos com os animais de produção e outras espécies, pois a capacidade dos animais de perceber as emoções humanas pode ser maior do que pensamos."

Escrito por Pedro Souza
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