Assédio: 70% das mulheres afirmam que já foram assediadas por colegas mulheres no trabalho
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Assédio: 70% das mulheres afirmam que já foram assediadas por colegas mulheres no trabalho

A gente sempre fala de mulheres assediadas por homens, mas o sexo feminino também pode ser cruel com as mulheres. Um estudo recente afirma que 70% das mulheres já foram assediadas por colegas de trabalho.

Graças a um movimento que estimula a fala, o assédio - no trabalho ou fora dele - já não é tão tabu. Essa é uma boa notícia, frente aos prejuízos que o assédio pode causar na saúde moral e psicológica das pessoas. No imaginário coletivo a gente acaba achando que os homens misóginos são os principais algozes das mulheres, mas um estudo recente revelou que as mulheres podem ser cruéis entre si. Publicada na revista científica Development and Learning in Organisations, a pesquisa realizada pela Tech Women Today afirma que 70% das mulheres admitiram terem sido assediadas no local de trabalho por uma colega. Quase sempre com inveja ou simplesmente incomodada, ela se diverte rebaixando seu alvo ou fazendo de tudo para prejudicá-la.

O assédio das mulheres por mulheres tem um nome

De acordo com a consultora londrina Cécilia Harley, que participou do estudo, o assédio no trabalho é uma das travas "ao progresso e à evolução das mulheres no ambiente profissional". Mas será que não são as próprias mulheres que colocam essa pedra no sapato? Esse fenômeno de assédio das mulheres por mulheres tem um nome: chama-se "síndrome da abelha rainha". As "abelhas rainhas" respondem por 58% dos assédios no trabalho e escolhem um alvo feminino em 90% dos casos. Para Cécilia Harley, esse tipo de comportamento reduz a produtividade, atinge a autoestima e diminui a rentabilidade e satisfação dos funcionários. Ver os colegas sendo atacados dessa forma também não é benéfico. "As equipes de direção devem ter uma imagem mais realista de algumas mulheres que tendem a ser agressivas ou usam e abusam do vitimismo [...] Se as empresas quiserem aumentar a presença feminina no quadro de funcionários, elas devem levar em conta o problema da síndrome da abelha rainha", conclui Cécilia Harley.


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