Alzheimer: uma de suas causas pode estar em nossa boca

Alzheimer: uma de suas causas pode estar em nossa boca

Nos últimos anos, uma teoria científica tem semeado cada vez mais dúvidas sobre os fatores da doença de Alzheimer: o fator bacteriano.

O novo estudo internacional da Cortexyme - uma empresa farmacêutica californiana especializada na luta contra a doença de Alzheimer - acaba de lançar uma notícia surpreendente sobre as origens da doença. Publicado na revista Science Advances, os resultados dos pesquisadores confirmam o rastro bacteriano.

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Porphyromonas gingivalis que é o inimigo a se combater! Esta bactéria, responsável por certas inflamações das gengivas (gengivite ou periodontite), levaria a um aumento da produção de beta-amilóide, que é característica da doença de Alzheimer. Este é, em qualquer caso, o que foi demonstrado após testes em ratos. Os pesquisadores também mostraram a presença de enzimas peptidases neurotóxicas, responsáveis ​​pela destruição das proteínas tau, proteínas que normalmente contribuem para o bom desenvolvimento da função neuronal. As bactérias liberariam proteínas tóxicas que são encontradas no cérebro de pacientes com a doença de Alzheimer.

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A trilha bacteriana, uma boa notícia?

"Muitas vezes as pessoas se preocupam porque têm um pai com a doença de Alzheimer, mas devemos lembrar que na maioria dos casos, a patologia não é hereditária", destaca o professor Yves Agid, neurologista e membro Fundador do Instituto do Cérebro e Medula Espinhal. Esta trilha bacteriana poderia, assim, tranquilizar aqueles que pensam que não podem escapar desta doença por razões de hereditariedade.

Além disso, o laboratório da Califórnia já demonstrou a eficácia de uma classe de terapias baseadas em pequenas moléculas que atuam como inibidores do patógeno. Para fazer isso, os pesquisadores conseguiram desenvolver um composto cujos primeiros resultados parecem promissores. Este remédio já foi testado em vários pacientes com doença de Alzheimer. O feedback é encorajador no momento: boa tolerância ao tratamento, testes cognitivos reconfortantes, mas testes adicionais terão que ser realizados antes que possamos considerar, talvez, sua colocação no mercado.

André Lourenço
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