Alopecia areata: falhas no cabelo podem ser sinal da doença

Alopecia areata: falhas no cabelo podem ser sinal da doença

A alopecia areata, que causa queda de cabelo em determinadas áreas do corpo, ainda tem origem desconhecida. Descubra como tratar essa doença autoimune.

A queda de cabelo é uma questão importante para muita gente. Mas ela pode se tornar um grande problema quando se manifesta a partir de uma doença chamada alopecia areata, que atinge cerca de 150 mil brasileiros todos os anos e 1% a 2% da população mundial.Autoimune, inflamatória e não contagiosa, a alopecia areata é uma síndrome que provoca a queda de cabelo em uma ou mais áreas do couro cabeludo e outras partes do corpo. Seu sinal mais óbvio é o surgimento de falhas circulares, caracterizadas pela total ausência de fios de cabelo ou pelos. Alguns pacientes relatam uma espécie de queimação na área afetada, conhecida como pelada, pouco antes de perceber a queda. 

A modelo Naomi Campbell é uma das personalidades que sofrem com a síndrome.Diferente da calvície e outros tipos de doenças do couro cabeludo, a alopecia areata afeta os mais jovens. Os fios caem e renascem posteriormente, ainda que numa menor velocidade. Em um primeiro momento, eles são brancos e finos, mas, logo, adquirem sua estrutura normal. A extensão dos danos também é variável conforme a gravidade da síndrome. Estima-se que 5% dos pacientes de alopecia, que não tem cura, podem perder todos os pelos do corpo.

Ainda não estão totalmente claras para os cientistas quais são as reais razões para as crises de alopecia areata. Estudos sugerem que a sua origem pode ser genética: em quase metade das ocorrências, há casos entre os familiares dos portadores da doença. Sabe-se apenas que se trata de uma reação do sistema imunológico do corpo a fatores que ainda não estão totalmente esclarecidos pela medicina.

Diversos motivos, principalmente psicológicos, podem desencadear o quadro - é o caso de períodos de cansaço excessivo, crises de estresse, ansiedade, traumas ou o uso de determinados medicamentos. A síndrome pode ser o primeiro sintoma de outras doenças autoimunes, como lúpus e vitiligo. Ela também está associada a casos de alergias crônicas, como rinites.

O tratamento, que deve ser seguido à risca para melhores resultados, resolve apenas os sintomas. A continuidade é fundamental para que a síndrome regrida, pois ela não destrói os folículos, apenas os "desliga" temporariamente. O uso de corticóides injetáveis, bloqueadores de hormônio ingeridos pela via oral e loções de estímulo para o crescimento do cabelo são normalmente indicados pelos dermatologistas.

Novos tratamentos, que envolvem o uso de terapia de laser, também ajudam a reverter o quadro. O acompanhamento terapêutico também é fundamental, já que o surgimento das falhas no couro cabeludo costumam abalar os pacientes emocionalmente.Ou seja: se você apresentar falhas no couro cabeludo, procure um dermatologista e também um psicólogo. A conjugação dos dois tratamentos garante melhores resultados no combate à alopecia areata, que é mais comum que o diabetes, mas ainda tão pouco conhecida.

• Bruna Moura
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