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Um estudo realizado pela universidade americana de Northwestern analisou o cérebro de pessoas idosas mais resistentes à perda de memória, um problema normalmente relacionado à idade. A conclusão: viajar mantém a gente jovem por mais tempo.

June Scott é uma verdadeira aventureira. Ela percorreu o mundo de ponta a ponta, e já visitou mais países do que sua própria idade (87, para sermos exatos). Essa mulher cheia de energia contou ao site Condé Nast Traveler que suas inúmeras viagens fazem com que ela permaneça jovem. “Sou curiosa. Tenho vontade de aprender tudo o que puder e, para mim, viajar torna a vida muito mais interessante”.

Nem todos os “Super Velhinhos” do estudo são grandes viajantes, mas essa colecionadora de destinos demonstra ter capacidades superiores às das pessoas de sua idade, porque seu cérebro perde duas vezes menos volume. Na verdade, o cérebro de June Scott é considerado mais jovem do que ela própria, com algumas partes similares à de pessoas de 50 anos.

Para ela, as aventuras “abrem novas perspectivas (…). Quando você viaja para o Irã, Dubai, Índia ou China, e depois lê reportagens sobre esses lugares nos jornais, tudo faz mais sentido. Após uma estadia de 3 semanas, sei que não conheço toda a história, mas volto sabendo mais do que sabia antes”.

Entrevistada pelo site Condé Nast Traveler, Emily Rogaslski, diretora do estudo, explica que antes pensávamos que “nascíamos com uma certa quantidade de neurônios, e que o número apenas diminuía. Hoje estamos descobrindo que talvez não seja assim”. Na verdade, nosso cérebro melhora com as novas experiências, e as viagens estão entre elas!

Mesmo que organizar uma viagem, principalmente após os 80 anos, não seja simples, “a partir do momento em que chegamos no local, tudo é recompensado. Eu gosto muito de viajar. Acho que cada vez mais as pessoas deveriam viajar, para que todos pudéssemos ser embaixadores do mundo em que vivemos”, conclui June.

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