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Álcool e esporte?

Boa notícia para os adeptos das noitadas regadas a álcool. Segundo um estudo realizado com 36.000 britânicos, praticar 150 minutos de esporte por semana pode, em parte, compensar os riscos de morte ligados ao consumo excessivo da bebida. Confira as explicações.

Beba e se exercite. Essa é a conclusão de um estudo publicado no último dia 8 de setembro na revista British Journal of Sports Medicine. Realizado na Grã-Bretanha, ele mostra que praticar 150 minutos de esporte por semana seria uma boa maneira de limitar os efeitos prejudiciais decorrentes das ressacas.

"Nossos resultados fornecem um argumento complementar em favor do papel da atividade física na promoção da saúde da população, mesmo na presença de comportamentos pouco saudáveis", explicou a equipe dirigida por Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Sydney. Vale ressaltar que se trata da duração recomendada pela Organização mundial da saúde (OMS) para melhorar a saúde e prevenir a obesidade, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Para chegar a essa conclusão surpreendente, os pesquisadores analisaram, entre 1994 e 2006, as respostas fornecidas por 36.000 britânicos acima de 40 anos. Eles responderam 8 enquetes baseadas no consumo de álcool, na atividade esportiva e na saúde. Sem nenhuma surpresa, o estudo revelou que um grande consumo de álcool estava intimamente ligado a um maior risco de morte. Além disso, o estudo também destacou que o "sobre risco" de morte entre os bebedores diminui, podendo até ser suprimido, entre os praticantes de "pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou intensa por semana". Mesmo assim, nada de beber sem limites e depois compensar no esporte. "E isso por uma longa lista de motivos", indicou Kevin McConway, da Universidade britânica Open.

Não use o esporte como desculpa para cair em tentação

O álcool e a atividade física compartilham o mesmo mecanismo biológico. A diferença é que eles agem em direções opostas. Mas cuidado, o esporte nunca compensa totalmente uma absorção excessiva de álcool. E sim, os resultados desse estudo são verídicos apenas entre esportistas com um consumo limitado a 14 unidades de álcool por semana para mulheres e 21 unidades para homens (menos de duas taças de vinho por dia).

Além disso, essa pesquisa tem uma abordagem "observacional" apenas. Ela não leva em consideração outros fatores, como a alimentação ou a forma de consumo (regular ou episódico). Finalmente, para Matt Field da Universidade de Liverpool, é provável que as pessoas já doentes sejam menos ativas que as saudáveis, o que também pode distorcer os dados. Fica, portanto, a necessidade de acrescentar outros critérios para confirmar essa teoria.

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